Mecânica Quântica Homeopática
Homeopatia é uma especialidade médica vitalista, sendo vitalismo a doutrina ou a filosofia que transcende às ciências físicas, químicas e biológicas atuais, ao admitir uma força ou energia vital, ou ainda, uma essência vital ou elã vital, na organização estrutural e funcional dos seres vivos. Nestas hipóteses de Venturelli, esse princípio vital é tratado como sendo uma função de onda neuropsicológica, adquirindo deste modo, um vínculo com a física e a química quântica, ou de um modo mais abrangente, com a mecânica quântica.
Correlatamente, o título desta obra faz referência também à função de onda da solução homeopática, em que uma mistura homogênea é tida como um sistema quântico semelhante à nuvem eletrônica de um sistema atômico, isso porque as partículas dispersas em uma solução estão abaixo de um nanômetro (ou dez angstrons) de diâmetro, o que propicia o entrelaçamento quântico do soluto ao solvente, inicialmente em dispersões as quais o soluto seja mensurável, porém, de tal modo que conforme o sistema for sendo cada vez mais diluído simultaneamente às agitações, chamadas de sucussões, a solução vai se tornando sucessivamente mais dinamizada ao ampliar a abrangência das partículas do solvente emaranhadas ao soluto, este cada vez mais disperso por aquele cada vez mais dispersante.
Uma vez emaranhados na dispersão, o disperso e o dispersante formam um sistema singular, entrelaçado e individualizado, com propriedades medicinais ou curativas as quais poderão ser administradas ao paciente a ser tratado, desde as menores diluições as quais mantém o soluto mensurável, até as mais altas diluições conhecidas como ultradiluições. O mesmo não acontece com rios, lagos, esgotos e etc., porque as dispersões homeopáticas apresentam volumes compatíveis com os compartimentos teciduais dos organismos vivos.
Embora os oceanos possam ser importantes na memória coletiva da água na ressonância mórfica, ainda assim, as ondas do mar não se manifestam, necessariamente, em um frasco de solução medicamentosa, pois as grandezas homeopáticas são citológicas e histológicas, mas não geográficas. Em outras palavras, as dispersões de esgotos, rios, lagos, mares e oceanos são dispersões de dimensões geográficas, enquanto que as soluções homeopáticas são dispersões de dimensões orgânicas.
OBSERVAÇÃO 1: As hipóteses de Venturelli se baseiam no ensino fundamental, médio e universitário do Brasil no século 20, e, posteriormente, no início do século 21, portanto, as referências bibliográficas e biográficas são eurocêntricas, o que não afasta a contribuição de pensadores provenientes da África, Ásia, América e Oceania, isso sendo particularmente válido, justamente no Brasil, onde a formação étnica e cultural do povo brasileiro tem contribuições notáveis, desde os primórdios deste país, de ameríndios e africanos, sendo importante ressaltar também, a presença japonesa e chinesa neste país, dentre outros povos da Ásia, incluindo árabes, ademais de outros continentes, além dos próprios europeus, notadamente de portugueses, espanhóis, italianos e alemães, dentre outros europeus, sendo ainda, necessário salientar a influência anglo-saxônica de britânicos e norte-americanos de origem inglesa, lembrando que os ingleses escoltaram a família real portuguesa ao Brasil, os quais nobres foram aqui aportados em 1808, ao evitarem o confronto direto com as forças francesas da era napoleônica. No mais, vale ressaltar que se trata de um postulado da especialidade elaborada pelo médico alemão Samuel Hahnemann, em 1796, e que foi trazida ao Brasil com a chega no Rio de Janeiro do médico francês Benoit Jules Mure, na data consagrada como referência ao dia nacional da homeopatia, em 21 de novembro de 1840.
1) Misturas químicas na mecânica quântica homeopática:
Misturas químicas são dispersões e estas podem ser soluções, coloides e suspensões. O dispersante ou dispergente é a substância que está em maior quantidade e promove a dispersão, ao passo que o disperso é a substância espalhada que se encontra em menor quantidade.
1.1) Classificação em dois tipos de misturas:
Esta categoria divide as dispersões em misturas homogêneas (monofásicas) e misturas heterogêneas (bifásicas, trifásicas ou polifásicas).
a) Misturas homogêneas:
As misturas homogêneas apresentam apenas uma fase, portanto são misturas monofásicas, sendo que as soluções são sempre misturas homogêneas. Nas soluções, o disperso tem dimensões de até um nanômetro ou dez angstrons, o que significa que são sistemas submicroscópicos, isto é, de natureza quântica e caráter dual entre corpúsculo e onda.
b) Misturas heterogêneas:
As misturas heterogêneas possuem mais de uma fase, portando são misturas difásicas ou polifásicas. Nos coloides, o disperso tem dimensões entre um nanômetro ou dez angstrons e mil nanômetros ou um micrômetro, sendo sistemas microscópicos de transição entre a natureza quântica e a natureza gravitacional, possuindo propriedades de ambas essas naturezas, apresentando ora o comportamento quântico da dualidade entre partícula e onda, ora o comportamento gravitacional exclusivamente corpuscular; enquanto que nas suspensões, o disperso tem dimensões maiores do que mil nanômetros ou um micrômetro, o que significa que são sistemas macroscópicos, o que com isso apresentam propriedades exclusivamente gravitacionais.
1.2) Classificação em três tipos de misturas:
Esta categoria divide as dispersões em soluções, coloides e suspensões.
a) Soluções (abaixo de um nanômetro): São sistemas quânticos ou submicroscópicos.
Exemplo: Soluções homeopáticas.
b) Coloides (entre um nanômetro e um micrômetro): São sistemas mistos ou microscópicos.
Exemplo: Sangue.
c) Suspensões (acima de um micrômetro): São sistemas gravitacionais ou macroscópicos.
Exemplo: Fumaça industrial ou fuligem (partículas sólidas dispersas no ar, este que é a fase gasosa – o ar e toda mistura gasosa é sempre homogênea).
2) Neuropsicologia da mecânica quântica homeopática:
O aparato psicológico é imaginário enquanto que o aparato neurológico é real, sendo que tal dicotomia é expressa pela geminação dos números complexos. A existência é real e a inexistência é imaginária, mas a vida se vale de ambas; a realidade é de natureza neurológica, a imaginação é de natureza psicológica e as duas são de natureza vital. Por um lado, quando o solvente é real, o soluto é imaginário. Por outro lado, quando o solvente é imaginário, o soluto é real. Nas soluções homeopáticas, em virtude da memória da água e do entrelaçamento entre o disperso e o dispergente, o solvente intrínseco é o soluto extrínseco, do mesmo modo que o soluto intrínseco é o solvente extrínseco.
O conhecimento homeopático, do mesmo modo que todos os outros conhecimentos, sejam técnicos, científicos, jurídicos, artísticos, religiosos, desportivos ou culturais, depois de codificados na consciência são armazenados substancialmente no estado pré-consciente ou subconsciente, sendo que a informação homeopática consolidada engloba pelo menos a química das misturas, a matemática das potências decimais e centesimais, bem como a farmacologia das substâncias, e a medicina da clínica geral e pediatria. Essa informação armazenada no pré consciente ou subconsciente é a chave para o resultado clínico das prescrições homeopáticas, em conformidade ao automatismo neuropsicológico que independe do desejo ou da vontade, independendo também de crença, de moral e de sugestão ou autossugestão, o que caracteriza o efeito do observador e descaracteriza o efeito placebo.
3) A matemática complexa da mecânica quântica homeopática:
A matemática dos números complexos na mecânica quântica representa a abstração de natureza psicológica ou imaginária e a materialidade de natureza neurológica ou real, o que indica dois estados alternantes do consciente e dois estados alternantes do inconsciente, no entanto, o conteúdo psicológico e o conteúdo neurológico também se entrelaçam quanticamente pela combinação linear do estado pré-consciente ou subconsciente, o qual é um domínio do princípio vital que se propaga pela energia vital.
O princípio vital proposto por Bordeu, Barthez e Hahnemann, pode ser chamado de essência vital ou de elã vital (Henri Bergson) ou ainda, como disse Schrödinger, citando Aristóteles em seu livro “O que é Vida?”, o princípio vital pode ser denominado também de enteléquia; embora possa inclusive ser designado por ápeiron, lembrando de Anaximandro, mas de qualquer modo, desde que seja entendido enquanto uma função de onda que sobreponha o aparato psicológico e o aparato neurológico em uma combinação linear, e em cada caso, que mescle ou interponha também, em função de onda, o estado consciente e o estado inconsciente.
Então, admitida a essência vital na mecânica quântica homeopática, a combinação linear entre consciente e inconsciente haverá de ser a natureza pré-consciente ou subconsciente desse princípio vital, que pode ser psicológica ou neurológica, enquanto que a combinação linear entre psicologia e neurologia virá a ser a natureza neuropsicológica dessa mesma enteléquia ou desse mesmo elã vital (ou, ainda, desse mesmo ápeiron).
4) A dualidade entre corpúsculo e onda (o fundamento da mecânica quântica):
Seja a referência bibliográfica do Tao da Física, de Fritjof Capra (Capra, Fritjof. O Tao da física: uma análise dos paralelos entre a física moderna e o misticismo oriental / Fritjof Capra; prefácio à edição brasileira de Mário Schenberg; tradução de José Fernandes Dias; revisão técnica de Newton Roberval Eichemberg. – 2. ed. – São Paulo: Cultrix, 2013 / Kindle)…
“A introdução das ondas de probabilidade resolve, de certa forma, o paradoxo de as partículas serem ondas na medida em que insere esse paradoxo no contexto inteiramente inédito; mas, ao mesmo tempo, dá origem a um outro par de conceitos opostos, ainda mais fundamental: o da existência e da não existência. Esse par de opostos também é transcendido pela realidade atômica. Jamais podemos afirmar que uma partícula atômica exista num determinado lugar; também não podemos afirmar que não exista. Pelo fato de ser um padrão de probabilidade, a partícula tende a existir em diversos lugares, manifestando dessa forma uma estranha modalidade de realidade física entre a existência e a não existência.”
Neste sentido, inspirado pelo Tao da Física, as hipóteses de Venturelli definem a função de onda, enquanto amplitude de probabilidade, como sendo a combinação linear entre a existência e a inexistência, de tal modo que a imaterialidade das funções de onda se explique pela natureza vital da informação quântica.
5) Ressonância morfogenética:
Seja a referência bibliográfica do livro “Informação Quântica” de Manoel Ferreira Borges Neto (Rafael Moretti, Camila Brandão e Geraldo Zafalon. Editora Appris, Curitiba, 2023. Primeira Edição / Kindle)…
“Em 1981, o biólogo inglês Rupert Sheldrake lançou seu primeiro livro, Uma Nova Ciência da Vida, apresentando uma teoria que viria a revolucionar o universo da biologia: a de campos mórficos ou morfogenéticos e a de ressonância mórfica. Os campos morfogenéticos ou campos mórficos são campos que levam informações, não energia, e são utilizáveis a partir do espaço e do tempo sem perda alguma de intensidade depois de sua criação.”
“Assim, o campo morfogenético seria uma região de influência que atua dentro e em torno de todo organismo vivo. Para melhor entendimento, recordemos o campo eletromagnético em volta de um imã; o campo morfogenético seria algo semelhante. Explica o biólogo que cada grupo de animais, plantas, pássaros etc., é cercado por uma espécie de campo invisível que contém uma memória, ou em outras palavras, uma enorme cadeia de informação e que cada animal usa a memória de todos os outros animais da sua espécie.”
Nas hipóteses de Venturelli, a ressonância mórfica é definida em ressonância vital, quer dizer, uma ressonância entre frequências iguais, ou senão, múltiplas ou submúltiplas de oscilações da energia vital específica.
6) A imaterialidade das funções de onda:
Quando se considera o atributo das ondas de probabilidade e da ressonância mórfica, logo se verifica que as funções de onda são entidades matemáticas de natureza imaterial e caráter ou comportamento informacional, ou seja, são grandezas imateriais sujeitas à informação. Quer dizer, o atributo inerente às funções de onda é a imaterialidade receptiva e suscetível à informação.
Apesar de ser imaterial pela sua própria essência enquanto entidade matemática abstrata, uma função de onda ao conectar um componente imaginário a um componente real tem também uma qualidade material de realidade, o que confere seus atributos físicos, químicos e biológicos; e essa é uma propriedade fundamental da natureza, qual seja, a informação quântica, que é tão fundamental quanto a massa, o peso, a energia, o campo elétrico e o campo magnético, embora essa informação seja relativamente independente destas outras grandezas.
A natureza imaterial das funções de onda se explica por sua inerência sistêmica ao princípio vital, deste modo, o caráter ou comportamento informacional das funções de onda alude à informação da essência vital na mecânica quântica, quer dizer, a informação quântica é essencialmente vinculada ao sistema vital. Em outras palavras, a informação quântica é uma informação de natureza biológica.
Isso significa que a chamada inteligência artificial não se aplica efetivamente à informação quântica com aproveitamento clínico, pois as funções de onda são essencialmente componentes sistêmicos do princípio vital, de tal modo que os resultados da prática homeopática dependam da presença de organismos vivos, não apenas na recepção do tratamento, ou seja, para receberem os remédios, mas também para a emissão das receitas médicas, isto é, para a prescrição medicamentosa eficiente, a qual requer a participação do médico, preferencialmente homeopata.
7) Espaço vetorial da neuropsicologia homeopática (modificado de Freud e Jung):
Seja um espaço vetorial complexo em que por um lado o eixo das abscissas, chamado de “x”, seja o “id” irracional da teoria de Freud ou o inconsciente involuntário; enquanto que por outro lado o eixo das ordenadas, chamado de “y”, seja o “superego” racional da teoria de Freud ou o consciente voluntário; enquanto que o vetor “Ψ” da combinação linear entre “x” e “y” seja o “ego” da teoria de Freud ou o “self” da teoria de Jung, ou ainda, o pré-consciente ou subconsciente do ser pensante, particularmente do ser humano, e neste sentido todo e qualquer ser humano, mas no caso da homeopatia, em especial o médico homeopata com conhecimento em matemática, física, química, biologia e medicina. A natureza do “ego” ou do “self” é informacional, mas seu caráter ou comportamento é automático porque o “id” ou o inconsciente é a variável independente.
8) Espaço vetorial das soluções homeopáticas:
Seja um espaço vetorial complexo em que por um lado o eixo das abscissas, chamado de “x”, seja o vetor de estado do solvente; enquanto que por outro lado o eixo das ordenadas, chamado de “y”, seja o vetor de estado do soluto; enquanto que o vetor “Ψ” da combinação linear entre “x” e “y” seja a função de onda da solução homeopática, a qual está sujeita à ressonância com o pré-consciente ou subconsciente do médico homeopata. Neste caso das soluções homeopáticas, as diluições são pequenas e o soluto é quimicamente mensurável.
9) Espaço vetorial de memória da água:
Seja um espaço vetorial complexo em que por um lado o eixo das abscissas, chamado de “x”, seja o vetor de estado do solvente de natureza real; enquanto que por outro lado o eixo das ordenadas, chamado de “y”, seja o vetor de estado do soluto de natureza imaginária; enquanto que o vetor “Ψ” da combinação linear entre “x” e “y” seja a função de onda de memória da água, a qual está sujeita à ressonância com o pré-consciente ou subconsciente do médico homeopata. Neste outro caso, as soluções homeopáticas estão ultradiluídas.
10) Espaço vetorial do campo morfogenético:
O espaço vetorial complexo do campo mórfico ou morfogenético é complementar ao espaço vetorial complexo de memória da água.
10.1) Espaço vetorial pelo plano complexo direto:
Seja um espaço vetorial complexo em que por um lado o eixo das abscissas, chamado de “x”, seja o vetor de estado do soluto real presente na natureza; enquanto que por outro lado o eixo das ordenadas, chamado de “y”, seja o vetor de estado do solvente imaginário adaptável ao soluto, ou de dimensões adaptáveis homeopaticamente ao soluto; enquanto que o vetor “Ψ” da combinação linear entre “x” e “y” seja a função de onda do campo morfogenético, a qual função está sujeita à ressonância mórfica com o pré-consciente ou subconsciente do médico homeopata, do paciente e do pessoal da farmácia. Neste caso ecológico, as soluções homeopáticas são idealizadas a partir dos ecossistemas locais ou abrangentes do planeta.
10.2) Espaço vetorial pelo plano complexo inverso:
Mantendo-se a ideia de que o eixo das abscissas seja representativo do solvente, enquanto que o eixo das ordenadas seja representativo do soluto, a inversão do plano complexo se faz necessária para definir matematicamente o campo morfogenético. Neste caso, por um lado o eixo das abscissas, chamado de “x”, será o vetor de estado do solvente imaginário adaptável ao soluto; enquanto que por outro lado o eixo das ordenadas, chamado de “y”, será o vetor de estado do soluto real presente na natureza; enquanto que o vetor “Ψ” da combinação linear entre “x” e “y” será a função de onda do campo morfogenético em ressonância vital com o médico homeopata.
11) Sinergia de memórias em ressonância mórfica ou vital:
A memória da água isoladamente, pela proposta de Jacques Benveniste, Luc Montagnier e Bernd Kröplin, embora não seja desprezível, é relativamente efêmera e tem um efeito medicamentoso discreto, de modo semelhante, a memória do médico isoladamente que atue sobre um solvente puro ou purificado, conforme a inferição de Masaru Emoto, sem a participação prévia de um soluto específico recentemente diluído e dinamizado, também tem uma ação farmacológica tênue, todavia, a sinergia entre a memória do médico e a memória da água, esta relativa a um soluto determinado, previamente diluído na solução atualizada pela dinamização, conforme os postulados de Samuel Hahnemann, ambas as memórias em ressonância entre si, têm efeito medicamentoso muito mais significativo.
Além disso, essa sinergia de memórias pode ser propagada por ressonância mórfica (pelos pressupostos de Rupert Sheldrake) entre médico, paciente e pessoal da farmácia, isto segundo estas hipóteses de Venturelli, que levam em consideração o biocentrismo de Robert Lanza, o modelo quântico de David Bohm e, paradoxalmente, o princípio da complementaridade (de Niels Bohr) incluído na interpretação de Copenhague, a qual teve contribuições de Wolfgang Pauli, Werner Heisenberg, Paul Dirac, Lise Meitner e Paul Ehrenfest, dentre outros. As hipóteses de Venturelli poderiam ser chamadas ainda de interpretação do Brasil, em alusão às ideias de Bohm (que além de americano também era brasileiro) e em analogia à interpretação de Copenhague, da qual esta versão tupiniquim é oposta e complementar.
A ressonância entre as funções de onda da homeopatia e a função de onda neuropsicológica (a partir de Sigmund Freud e Carl Jung) sugere um paralelo entre o princípio vital presente no livro Organon (de Hahnemann) e a onda piloto da obra de Bohm e de Broglie; de tal modo que a memória da água possa vir a ser explicada pela universalidade da função de onda piloto, mas à luz do biocentrismo (de Lanza) vinculado à essencialidade cosmopolita do princípio vital. Ou em outras palavras, assim como o ser pensante armazena suas experiências pessoais no subconsciente ou pré-consciente, a água também memoriza suas experiências de solubilidade em dimensões biológicas frente aos seres vivos, sujeitas à ressonância mórfica de Sheldrake, ou em dimensões geográficas frente ao planeta e aos ecossistemas (também suscetíveis à ressonância mórfica), isso porque a água é o substrato da vida planetária na ressonância morfogenética de Rupert Sheldrake, à semelhança da essência vital ser o substrato da vida universal no biocentrismo de Robert Lanza.
12) As variáveis ocultas da interpretação do Brasil:
Foi quando lecionava na Universidade de São Paulo (USP) no Brasil, no início dos anos 50 do século XX, que David Bohm elaborou sua teoria das variáveis ocultas da física quântica, que incluía a ideia da função de onda piloto inferida por Louis de Broglie. No Brasil, desde 1980, a homeopatia tem reconhecimento oficial do Conselho Federal de Medicina (CFM) sendo considerada uma especialidade médica, tanto quanto a neurologia ou a neurocirurgia e a cardiologia ou a cirurgia cardiovascular. Assim sendo, esta hipótese homeopática, vinculada à mecânica quântica, pode ser chamada de “interpretação do Brasil” em complementaridade à “interpretação de Copenhague”. As variáveis ocultas postuladas por Bohm se aplicam à homeopatia quântica, porque a dualidade entre partícula e onda nas hipóteses de Venturelli se assemelha às variáveis ocultas das ideias daquele físico norte-americano nascido na Pensilvânia em 1917 e naturalizado brasileiro em 1954.
“O modelo quântico da consciência, proposto por David Bohm, físico teórico, introduz uma visão radicalmente diferente da percepção humana. Ele sugere que o cérebro funciona como um “sintonizador”, captando informações do campo quântico subjacente, algo como uma “realidade não local” que transcende o espaço e o tempo.” – Paz, Gicélia. Física Quântica : Desvendando os Mistérios do Universo em Escala Microscópica (Portuguese Edition, pp. 43-44). Edição do Kindle.
“Bohm sugeriu que a consciência humana poderia ser vista como um processo holográfico, no qual a mente percebe uma versão fragmentada de uma realidade que está, na verdade, interconectada e total. Ele acreditava que as partículas subatômicas, e até a consciência, são manifestações de uma ordem profunda que transcende a experiência diária.” – Paz, Gicélia. Física Quântica: Desvendando os Mistérios do Universo em Escala Microscópica (Portuguese Edition, p. 44). Edição do Kindle.
Em termos físicos, a realidade quântica é a alternância entre o comportamento corpuscular e o comportamento ondulatório, ou seja, a dualidade entre onda e partícula surge de um revezamento dicotômico da mentalidade humana. De tal modo que, por um lado, quando se tem consciência da onda, então o corpúsculo se torna a variável oculta no inconsciente; enquanto que, por outro lado, quando se tem consciência do corpúsculo, então a onda se torna a variável oculta no inconsciente. Quando o estado consciente ativa o caráter ondulatório da entidade quântica, daí o caráter corpuscular se torna inativo no inconsciente; quando o estado consciente ativa o caráter corpuscular da entidade quântica, daí o caráter ondulatório se torna inativo no inconsciente, isso sendo possível pela natureza eletromagnética das oscilações neurais.
A força do pensamento na mecânica quântica, que pode ser chamada de energia mental ou energia neuropsicológica, é uma força ou energia involuntária e vital que age naturalmente, através das ondas cerebrais de natureza eletromagnética, as quais oscilações neurais atuam mudando a perspectiva de onda e de corpúsculo, dos elétrons e dos íons livres, alternando os estados consciente e inconsciente referente à informação técnica de soluto e solvente, bem como de posição e momento; sendo que a consciência da posição transforma o fenômeno de ondulatório para corpuscular, enquanto que a consciência do momento transforma o fenômeno de corpuscular para ondulatório, o que explica o princípio da incerteza (de Heisenberg) e se fundamenta na assertiva de que as partículas quânticas se propagam como ondas e se detectam como corpúsculos.
As ondas são descritas pelas funções de onda. Por um lado, o atributo da onda é a indeterminação dada pela simultaneidade entre dois ou mais estados diferentes de uma grandeza física observável, por outro lado, o atributo do corpúsculo é a determinação dada pela singularidade de cada estado de uma grandeza física observável. Quando se considera a grandeza energia, a observação da posição é o enfoque da partícula que oculta a onda, enquanto que a observação do momento é o enfoque da onda que oculta a partícula; assim como a atenção ao soluto oculta o solvente da solução, enquanto que a atenção ao solvente da solução oculta o soluto. E isso tudo em conformidade a um automatismo neuropsicológico que independe do desejo ou da vontade, independendo também de crença, de moral e de sugestão ou autossugestão, o que caracteriza o efeito do observador e descaracteriza o efeito placebo.
“Para um paralelo com a lição da teoria atômica acerca da limitada aplicabilidade dessas idealizações costumeiras, devemos nos voltar, na verdade, para ramos bem diferentes da ciência, como a psicologia, ou até para o tipo de problemas epistemológicos com que já se confrontavam pensadores como Buda e Lao Tsé, ao tentarem harmonizar nossas posições de espectadores e atores no grande drama da vida.” – Niels Bohr, Vera Ribeiro. Física atômica e conhecimento humano (Portuguese Edition. Locais do Kindle 410-413). Contraponto. Edição do Kindle, 2021.
Durante a prescrição medicamentosa, quando o médico concentra sua consciência na indicação do princípio ativo, o qual nada mais é do que o soluto, então o solvente se torna a variável oculta no inconsciente; porém, quando o médico foca seu pensamento consciente na indicação das potências homeopáticas referentes às dinamizações e diluições, que traduzem a quantidade de solvente, daí o soluto se torna a varável oculta no inconsciente, apesar de tais alternâncias entre o estado consciente e inconsciente do aparato psicológico ou neurológico virem a se revezar em pequenas frações de segundo, sendo o princípio vital precedente à energia vital. As variações nas frequências das ondas cerebrais, conforme as alternâncias entre consciente e inconsciente, intercalam as modificações funcionais específicas do panorama iônico da solução, em virtude desse revezamento das oscilações neurais originadas pelo princípio vital e propagadas pela energia vital.
13) Natureza computacional da neuropsicologia:
A neuropsicologia homeopática se expressa por uma informação de caráter computacional…
|ψ〉 = α|0〉 + β|1〉
Onde: |ψ〉 = função de onda da solução homeopática; |0〉 = vetor de estado do solvente; |1〉 = vetor de estado do soluto; α e β = números complexos dos escalares, cada qual com um componente real e um componente imaginário, sendo que no caso das baixas diluições o soluto intrínseco é o solvente extrínseco, assim como o soluto extrínseco é o solvente intrínseco; enquanto que no caso das ultradiluições, pela memória da água, o vetor de estado do solvente é real enquanto que o vetor de estado do soluto é imaginário, ao contrário do que ocorre na ressonância mórfica, onde o vetor de estado do soluto é real e o vetor de estado do solvente é imaginário.
14) Combinação linear de memória da água em ressonância mórfica:
A função de onda da solução |ψ〉 = α|0〉 + β|1〉 surge a partir da seguinte relação…
|ψ〉 = |0〉 + |1〉
Onde:
|0〉 = solvente intrínseco ou extrínseco, que pode ser real (de memória da água) ou imaginário (de ressonância mórfica) ⇒ α|0〉
|1〉 = soluto intrínseco ou extrínseco, que pode ser real (de ressonância mórfica) ou imaginário (de memória da água) ⇒ β|1〉
Logo:
|ψ〉 = α|0〉 + β|1〉
Onde:
Onde: |ψ〉 = função de onda da solução homeopática; |0〉 = vetor de estado do solvente intrínseco ou extrínseco; |1〉 = vetor de estado do soluto intrínseco ou extrínseco; α = número complexo do escalar dispersante; β = número complexo do escalar disperso.
15) Versão homeopática da equação de Schrödinger:
Se o solvente é real e o soluto é imaginário, então a solução também é imaginária, portanto, a função de onda da solução é equivalente à função de onda do soluto, que pode ser chamada de vetor de estado do soluto, e isso se aplica à equação de autovalores e autovetores de Schrödinger, o que caracteriza a versão homeopática da equação da função de onda. Sendo que essas funções de onda ou vetores de estado são combinações lineares entre zeros (0) e uns (1). No caso de memória da água, a função de onda é a combinação linear entre um componente real (0) e um componente imaginário (1), o que é contraditório ao princípio dos bits quânticos biológicos, pois o zero (0) tem uma conotação imaginária e o um (1) tem uma conotação real, no entanto, essa contradição é resolvida pela ressonância morfogenética, que pode ser chamada de ressonância vital, de tal modo que o imaginário seja zero (0) e o real seja um (1), porém, isso implica na necessidade da inversão do plano complexo.
Então, a partir da formulação matemática do cientista austríaco Erwin Schrödinger, as hipóteses de Venturelli idealizam a função de onda dada por |ψ〉 = α|0〉 + β|1〉 de acordo com a seguinte representação…
H Ψ = E Ψ
Onde: H = operador clínico ou homeopático da solução; Ψ = função de onda da solução (no primeiro fator da equação) e vetor de estado do soluto (no segundo fator da equação); E = energia total associada ao observável clínico do soluto. Se a definição do princípio ativo configurado em código binário for equivalente à definição da solução configurada em disperso e dispersante, quer dizer, se o próprio soluto no arranjo de zeros (0) e uns (1) corresponder à solução homeopática no arranjo de solvente (0) e soluto (1) conforme a base canônica do espaço vetorial bidimensional complexo, neste caso a equação de Schrödinger na forma de autovalores e autovetores se aplica em sua versão homeopática, o que indica a formação de autoestados.
Em virtude do automatismo neuropsicológico, a informação do soluto coincide com a informação da solução pela equipolência de ambos os códigos binários…
H Ψ = E Ψ
Onde:
H Ψ = Ψ’
E Ψ = Ψ’
Logo:
H Ψ = E Ψ
Onde: H = operador clínico ou homeopático da solução; Ψ = função de onda da solução (no primeiro fator da equação) e vetor de estado do soluto (no segundo fator da equação); E = observável clínico do soluto.
15.1) Função de onda da solução homeopática:
Seja o vetor de estado da solução…
|ψ〉 sol = α|0〉 + β|1〉
Onde: |ψ〉 sol = função de onda da solução homeopática; |0〉 = vetor de estado do solvente intrínseco ou extrínseco; |1〉 = vetor de estado do soluto intrínseco ou extrínseco; α = número complexo do escalar dispersante; β = número complexo do escalar disperso.
15.2) Vetor de estado do soluto:
Seja a função de onda do soluto…
|ψ〉 dis = α|0〉 + β|1〉
Onde: |ψ〉 dis = vetor de estado do soluto ou vetor de estado do princípio ativo disperso; |0〉 = vetor de estado do soluto no líquido extracelular, que pode ser chamado de soluto no plasma extrínseco; |1〉 = vetor de estado do soluto no líquido intracelular que pode ser chamado de plasma intrínseco; α = número complexo do escalar disperso no plasma extrínseco; β = número complexo do escalar disperso no plasma intrínseco.
15.3) Equação de autovalores e autovetores:
Quando |ψ〉 sol é equipolente a |ψ〉 dis, neste caso, ambos os vetores se aplicam à mesma equação de autovalores e autovetores…
H Ψ(sol) = E Ψ(dis)
Onde: H = operador clínico ou homeopático da solução; Ψ(sol) = função de onda da solução; Ψ(dis) = vetor de estado do soluto; E = observável clínico do soluto.
Donde:
H Ψ = E Ψ
Onde: H = operador clínico ou homeopático da solução; Ψ = função de onda da solução (no primeiro fator da equação) e vetor de estado do soluto (no segundo fator da equação); E = observável clínico do soluto.
16) Transformações do observador consciente:
Seja “A” a matriz da transformação linear referente à observação consciente do médico homeopata…
16.1) Colapso da função de onda da solução resultando no solvente:
A consciência do solvente, pelo cálculo mental das potências homeopáticas, corresponde ao colapso da função de onda da solução, na qual o soluto se torna uma variável oculta no inconsciente, conforme a seguir…
A |ψ〉 = |x〉
Onde: A = matriz canônica da transformação linear; |ψ〉 = função de onda da solução; |x〉 = vetor de estado do solvente (*).
* Os componentes de |x〉 são |x1〉 e |x2〉
Onde: |x1〉 = solvente real (0) com soluto imaginário (1); |x2〉 = solvente imaginário (0) com soluto real (1).
16.2) Colapso da função de onda da solução resultando no soluto:
A consciência do soluto, pela escolha clínica ou repertorial do princípio ativo, corresponde ao colapso da função de onda da solução, na qual o solvente se torna uma variável oculta no inconsciente, conforme a seguir…
A |ψ〉 = |y〉
Onde: A = matriz canônica da transformação linear; |ψ〉 = função de onda da solução; |y〉 = vetor de estado do soluto (*).
* Os componentes de |y〉 são |y1〉 e |y2〉
Onde: |y1〉 = soluto real (1) com solvente imaginário (0); |y2〉 = soluto imaginário (1) com solvente real (0).
16.3) Direção do vetor ψ (psi):
Quando a informação na distribuição binária em zeros (0) e uns (1) que identifica o princípio ativo coincidir com a informação da solução em solvente (0) e soluto (1) a direção de |ψ〉 será equidistante às duas coordenadas da base do espaço vetorial bidimensional complexo, isso porque o solvente |x〉 pode estar no estado zero (0) ou um (1) e o soluto |y〉 também pode estar no estado zero (0) ou um (1), vez que o solvente real pode ser o soluto imaginário, assim como o soluto real pode ser o solvente imaginário. Deste modo, independente da distribuição em zeros (0) e uns (1) da informação referente ao princípio ativo e referente à solução, |ψ〉 varia em magnitude e em sentido, mas não em direção, sendo sempre equidistante entre as duas coordenadas, o que matematicamente se traduz em uma função identidade e permite a representação pela equação de autovalores e autovetores.
A magnitude de |ψ〉 em |ψ〉’ e o sentido de |ψ〉 em |ψ〉” têm o significado respectivo do aumento ou da diminuição da amplitude de probabilidade da medida ou da informação correta acerca do princípio ativo, e do sentido aferente ou eferente em relação ao aparato neuropsicológico, os quais sentidos se traduzem pela entrada ou pela saída dos vetores de estado em relação ao médico e ao paciente. Essa lógica é admissível pela natureza do subconsciente ou pré-consciente, o qual sedia o conhecimento prévio e resultante, prevalecendo sobre o estado consciente e o estado inconsciente, na conclusão da informação técnica; o que evidencia a atuação automática do psiquismo no fenômeno informacional científico da prescrição homeopática, quer dizer, o automatismo computacional da psique realça que o resultado da prescrição é desvinculado do desejo, da crença e da autossugestão, diferentemente do efeito placebo.
Em outras palavras, a função de onda neuropsicológica descreve o princípio ativo a partir da superposição à função de onda da solução em ressonância mórfica, ou da função de onda de memória da água em sobreposição à função de onda do campo morfogenético, utilizando um código binário equipolente a todas as bases do espaço vetorial bidimensional complexo, de tal modo que a distribuição em zeros (0) e uns (1) seja variável, mas sem que haja variação na direção do vetor ψ, o qual varia apenas em magnitude no vetor ψ’ e em sentido no vetor ψ”. Isso fornece uma simetrização das funções de onda em sobreposição.
17) Sobreposição das funções de onda:
A partir da natureza não local pela simetrização das funções de onda, conforme proposta da Academia Polonesa de Ciências em 2025 (de Pawel Blasiak e Marcin Markiewicz) e levando em consideração que pelas hipóteses de Venturelli a água seja o substrato da vida planetária na ressonância mórfica do biólogo britânico Sheldrake, assim como a essência vital seja o substrato da vida universal no biocentrismo do médico estadunidense Lanza, de acordo com o paralelo entre a função de onda piloto da teoria de Bohm e de Broglie, com o princípio vital da doutrina do Organon de Hahnemann, a interpretação do Brasil conclui que a sobreposição das funções de onda promove o entrelaçamento quântico entre o soluto e o solvente ambos de natureza real, os quais estão vinculados respectivamente ao solvente e ao soluto ambos de natureza imaginária, em conformidade ao espaço vetorial que representa a ressonância mórfica e a memória da água.
18) Ondas cerebrais (ou oscilações neurais):
Ondas cerebrais são padrões rítmicos de atividade elétrica gerados pelo cérebro, mesmo em repouso. Tais oscilações ocorrem em diferentes frequências e são associadas a estados mentais e processos cognitivos específicos, como sono, relaxamento, concentração e aprendizado. A atividade das ondas cerebrais pode ser monitorada por meio de exames como o eletroencefalograma (EEG) e o magnetoencefalograma (MEG).
As frequências eletromagnéticas do tipo ELF (Extremely Low Frequency ou Frequências Extremamente Baixas) variam de 3 Hz a 30 Hz, e coincidem com as ondas cerebrais estudadas pelo médico alemão Hans Berger, entre 1924 e 1929. As fontes naturais de ELF incluem o campo magnético da Terra nas interações com o vento solar e a ionosfera, além da Ressonância Schumann, que é um conjunto de picos no espectro de ondas eletromagnéticas em frequências extremamente baixas (ELF), os quais pulsos são gerados pela atividade elétrica da Terra, como raios ou relâmpagos, em que essas ondas ficam retidas e entram em ressonância na cavidade natural formada entre a superfície da Terra e a ionosfera; essa frequência fundamental prevista pelo físico alemão Winfried Otto Schumann, em 1952, é de aproximadamente 7,83 Hz (que é uma frequência utilizada por cientistas para monitorar o clima global e a atividade de tempestades).
Relações entre a Ressonância Schumann e as oscilações neurais foram investigadas pelo médico francês Luc Montagnier, entre 2009 e 2012, ao defender a hipótese de memória da água proposta pelo médico francês Jacques Benveniste, entre 1988 e 1992. As fontes artificiais de ELF incluem as linhas de energia (transmissão e distribuição), as quais são uma das principais fontes artificiais de campos ELF devido à circulação de corrente alternada (CA) nas frequências padrão da rede elétrica, que são de 50 ou 60 Hz na maioria dos países. Deste modo, equipamentos elétricos e eletrodomésticos são dispositivos que operam com corrente alternada e promovem ondas ELF, por outro lado, assim como eletrodomésticos, os equipamentos industriais também operam com tais correntes alternadas e, deste modo, são outras fontes secundárias de campos ELF em suas proximidades.
As ondas de frequências extremamente baixas (ELF) são muito penetrantes, especialmente em materiais como a água e certas camadas do solo. Essa alta capacidade de penetração é uma característica fundamental das ondas ELF (entre 3 Hz e 30 Hz), decorrente de seus longos comprimentos de onda e baixas frequências. Quanto menor a frequência e maior o comprimento de onda, maior é a capacidade da onda de contornar obstáculos e penetrar em materiais densos sem ser significativamente atenuada.
No entanto, apesar das ondas cerebrais se situarem na faixa de frequência extremamente baixa (ELF) de típica penetrabilidade considerável, são intrinsecamente de baixa intensidade (baixa amplitude). As oscilações neurais (ondas cerebrais) são o resultado da atividade elétrica sincronizada de grandes grupos de neurônios, e essas correntes elétricas são naturalmente muito fracas. Ondas delta (0,5 Hz a 3,5 Hz), que ocorrem durante o sono profundo, e ondas teta (4 Hz a 7 Hz), associadas à meditação e sono leve, têm amplitudes que são mensuráveis em microvolts (µV) no couro cabeludo. Embora as ondas delta sejam de “alta amplitude” em relação às outras ondas cerebrais (como as ondas beta de vigília), essa amplitude ainda é extremamente baixa em termos de potência eletromagnética geral; sendo que a intensidade dessas ondas é suficiente para ser medida com equipamentos sensíveis da EEG (eletroencefalografia) ou da MEG (magnetoencefalografia), mas é insignificante em comparação com campos eletromagnéticos externos a que os humanos estão expostos diariamente. Portanto, as ondas ELF das oscilações neurais são pouco intensas e se inserem no contexto da biofísica, sendo cruciais para o funcionamento cerebral.
As ondas eletromagnéticas na faixa de frequências acima de 30 Hz até 300 Hz são classificadas como Super Baixa Frequência (SLF – Super Low Frequency). Esta faixa está próxima da categoria de Frequências Extremamente Baixas (ELF), que pela definição da União Internacional de Telecomunicações (ITU), abrange de 3 Hz a 30 Hz. No entanto, algumas classificações alternativas na ciência atmosférica consideram a faixa de ELF estendida até 3 kHz (neste caso, as ondas ELF seriam de 3 Hz até 3 kHz, o que incluiriam as ondas gama).
As ondas cerebrais alfa, beta, gama, delta e teta estão presentes em todas as etapas da atividade cerebral, mas com predominâncias diferentes dependendo do estado de consciência e atividade neuropsicológica, conforme a seguir…
18.1) Ondas delta (abaixo de 4 Hz): Sono profundo (não REM) e coma.
São as ondas cerebrais mais lentas e de mais alta amplitude. Ondas delta são fundamentais para a regeneração do corpo, o fortalecimento do sistema imunológico, a consolidação da memória e o reparo de tecidos. Em adultos acordados, a atividade delta pode indicar certas condições patológicas, como lesões cerebrais, distúrbios metabólicos, ou efeitos de medicamentos sedativos. É a principal atividade observada durante o sono profundo e o coma, indicando relaxamento e restauração física e mental. Em adultos, a presença de ondas delta em um indivíduo acordado pode ser um sinal de anormalidade, como hemorragias intracranianas, distúrbios metabólicos ou o efeito de sedativos.
18.2) Ondas teta (4 a 7 Hz): Sono com sonhos (sono REM) e fadiga do estresse.
Ocorrem durante o sono leve e o sonho. É a frequência típica do sono REM. Desempenham um papel na coordenação da memória e no processamento de informações. A atividade teta é mais proeminente em crianças e adolescentes, sendo considerada normal para essas faixas etárias. Em adultos acordados, a presença excessiva de ondas teta no EEG é considerada anormal.
O sono REM tem predominância das ondas teta, as frequências cerebrais mais dominantes e típicas durante o sono REM (Rapid Eye Movement ou Movimento Rápido dos Olhos) são aquelas das ondas teta, o cérebro está relativamente ativo, de forma semelhante ao estado de vigília, e as ondas teta estão associadas a esse estado de relaxamento profundo e processamento de informações, onde ocorrem sonhos vívidos. Além das ondas teta, no sono REM também podem ser observadas notadamente as ondas alfa e beta.
18.3) Ondas alfa (8 a 13 Hz): Vigília relaxada.
A amplitude das ondas alfa tende a ser maior em estados de repouso mental, especialmente com olhos fechados, notadamente nas regiões posteriores do cérebro, especificamente nos lobos occipitais, parietais e, às vezes, temporais posteriores. São mais proeminentes na área occipital (parte de trás do cérebro), que é a região do córtex visual. Essas ondas no EEG indicam um estado de vigília relaxada, são predominantes quando uma pessoa está calma e com os olhos fechados, e diminuem de intensidade com a abertura dos olhos.
Existem algumas variações de alfa, as variantes das ondas alfa incluem o “ritmo Mu” (localizado nas áreas centrais) e a “intrusão de ondas alfa” (observada em estados de sonolência ou durante o sono). Embora a intrusão de ondas alfa possa ocorrer no sono REM, é muito mais típica do sono NREM, sendo um padrão de sono onde ondas alfa (associadas ao relaxamento) aparecem no sono de ondas lentas (estágio delta), que é o sono profundo. Este fenômeno, também conhecido como sono alfa-delta, é frequentemente associado a condições como a fibromialgia e a fadiga crônica. O padrão não significa um distúrbio grave, mas está relacionado a uma qualidade de sono não restauradora e pode ampliar sintomas de outros transtornos.
18.4) Ondas beta (14 a 30 Hz): Vigília atenta.
São atividades cerebrais de alta frequência e baixa amplitude, associadas à vigília, concentração, atenção, raciocínio e atividades mentais intensas, como resolução de problemas. Elas são o ritmo dominante quando o cérebro está alerta e processando informações do ambiente. Sinais de atividade mental ativa, como falar, ler ou realizar um raciocínio lógico. Ocorrem durante a resolução de problemas, tomada de decisões e análise de informações. Um excesso de ondas beta pode estar associado a níveis elevados de estresse, ansiedade e hiperexcitação, por outro lado, uma quantidade adequada de ondas beta é necessária para manter o foco e a concentração. As ondas beta do EEG são mais proeminentes nas áreas frontais e frontocentrais do cérebro.
a) Subdivisões das ondas beta (com variações usuais na classificação das frequências):
§ Beta baixo (13,5 a 15 Hz): Associado à concentração silenciosa e focada. Foco calmo, atenção relaxada, estado de alerta “passivo”.
§ Beta médio (15 a 20 Hz): Ligado ao aumento de energia e desempenho. Atividade mental ativa, concentração em tarefas, raciocínio.
§ Beta alto (20 a 40 Hz): Relacionado a estresse significativo, ansiedade e alta excitação. Atividade mental intensa, agitação ou solução complexa de problemas.
b) Fusos de Sono (ou Fusos Beta): São breves e repentinas explosões de atividade cerebral mais rápida (na faixa de frequência beta, tipicamente 12-15 Hz ou mais) que ocorrem principalmente no Estágio 2 do sono NREM. Os fusos de sono são considerados um sinal normal e saudável da atividade cerebral durante o sono, e estão associados à consolidação da memória e à proteção do sono contra estímulos externos.
c) Sono REM tem participação das ondas beta: Durante o sono REM (Rapid Eye Movement ou Movimento Rápido dos Olhos), o eletroencefalograma (EEG) registra ondas cerebrais de baixa amplitude e frequência irregular, muito semelhantes às observadas em indivíduos acordados e em estado de vigília ativa, que inclui a predominância de ondas teta, mas também a presença notável de ondas beta. Este padrão é frequentemente descrito como “dessincronizado” ou “paradoxal” porque, embora a pessoa esteja dormindo profundamente (com atonia muscular), seu cérebro está altamente ativo, quase como se estivesse acordado. As ondas beta (alta frequência) estão presentes, contribuindo para essa semelhança com a vigília, mas não são as únicas predominantes. As ondas teta são geralmente mais características dessa fase REM do sono.
18.5) Ondas gama (acima de 30 Hz): Vigília hiperatenta.
Especialmente entre 40 Hz e 140 Hz, estão associadas a funções cognitivas complexas como concentração profunda, aprendizado, memória e percepção. Elas indicam um estado de alta atividade cerebral e processamento de informações, sendo essenciais para a ligação de informações de diferentes áreas do cérebro em um estado de consciência unificada. Frequências gama mais altas que 100 Hz são observadas durante estados de alerta e concentração, sendo associadas a um “estado mental de pico”. Padrões anormais de ondas gama estão associados a distúrbios como doença de Alzheimer, doença de Parkinson, psicose, esquizofrenia, TDAH e autismo, especialmente na esquizofrenia. Essas anomalias podem ser indicativas de vários distúrbios ou estados neurológicos e neuropsiquiátricos alterados, embora a pesquisa sobre o significado clínico específico dessas ondas ainda esteja em andamento devido à sua dificuldade de medição.
19) Dinamizações homeopáticas:
A mente humana acessa suas memórias através de uma atividade neuronal, a qual pode ser registrada pelo eletroencefalograma, o qual evidencia ondas eletromagnéticas na faixa de frequências extremamente baixas (ELF, de extremely low frequency, em Inglês, ou FEB, de frequências extremamente baixas, em Português) ente 3 Hz e 30 Hz ou até cerca de 100 Hz, as quais estão aproximadamente na mesma frequência da Ressonância Schumann. Porém, essa banda de ciclos em hertz (Hz) não é exclusiva da mente ou do cérebro, sendo um atributo da energia vital que independe da consciência, vez que esse fenômeno energético envolve a atividade autônoma das células de diversos órgãos e tecidos além do sistema nervoso.
Assim como as frequências de onda da atividade cerebral estão envolvidas no acesso à memória individual, de modo semelhante, as mesmas frequências ondulatórias restauram o registro de uma memória aquática anterior, a cada dinamização específica.
20) Microbiologia do princípio vital:
Todas as células vivas apresentam ácido desoxirribonucleico (DNA) ou ácido ribonucleico (RNA) em pelo menos uma etapa de desenvolvimento, então, em um ser pluricelular há inúmeras moléculas de material nucleico; no entanto, alguns seres vivos têm apenas uma única molécula de DNA ou de RNA, os quais são denominados de vírus. Ou seja, vírus possuem apenas uma única molécula de material genético, que pode ser DNA ou RNA, mas nunca ambos.
Todas as células vivas têm proteínas em todas as etapas de desenvolvimento, então, em um ser multicelular há inúmeras moléculas de material proteico; no entanto, alguns seres vivos apresentam apenas uma única molécula de proteína, que neste caso essa proteína é denominada de príon. Deste modo, príons não são seres vivos, mas são uma forma constituinte de alguns seres vivos.
20.1) Hipótese dos seres vivos priônicos:
Seres priônicos são seres vivos constituídos por uma única molécula de proteína, a qual até a atualidade só se conhece a proteína chamada de príon.
20.2) Partículas infectantes:
Assim como os vírus incorporam sua informação genética nas células hospedeiras, os seres de príons incorporam sua informação proteica nas células hospedeiras. No caso dos retrovírus, a informação genética do ácido ribonucleico (RNA) retrocede até a informação do ácido desoxirribonucleico (DNA), assim como no caso dos seres priônicos a informação proteica retrocede até a informação do ácido ribonucleico (RNA). Deste modo, a infectologia referente aos seres priônicos é uma prova, ou pelo menos um indício, de que se a informação não é uma grandeza física, no mínimo é uma grandeza biológica, sendo provavelmente uma grandeza biofísica e bioquímica.
20.3) Funções de onda da microbiologia:
No caso dos seres humanos é possível identificar a função de onda do princípio vital pelo espaço vetorial neuropsicológico, no entanto, no caso dos seres vivos da microbiologia outras bases de espaço vetorial deverão estar associados à identificação do princípio vital.
21) Hipótese quarkquântica de Venturelli:
A hipótese antiquântica ou quarkquântica é especialmente inspirada no livro “O Que é Vida?” de Erwin Schrödinger, sobre entropia negativa, e na interpretação de Copenhague, particularmente no princípio da complementaridade de Niels Bohr e no princípio exclusivo de Wolfgang Pauli, tendo sido relevante também, a ideia de divisibilidade nuclear dos átomos suscitada por Lise Meitner e Otto Frisch, bem como anteriormente a estatística de Ludwig Boltzmann sobre a entropia.
21.1) Força forte e entropia fraca:
Em sendo discreta a magnitude das oscilações dos quarks, a desordem dessas partículas é limitada e a ordem prevalece (utilizando a terminologia de Schrödinger sobre ordem e desordem na definição de entropia). Ou em outras palavras, a restrição da amplitude oscilatória dos quarks restringe também as configurações da estatística térmica ou espacial e temporal de seus microestados.
21.2) Entropia negativa:
Entropia negativa é uma decorrência da atividade da força forte exercida pelos glúons dos bárions nucleares, caracterizando a liberdade assintótica dos quarks. A interação entre dois quarks up, mas também entre dois quarks down e até entre um quark up e um quark down, é regida pela força forte e se comporta como liberdade assintótica, uma disposição antiquântica da energia nuclear dos átomos.
21.3) Equação cartesiana da vitalidade:
Seja a referência bibliográfica de Mendes, Anna Alice Amorim. Homeopatia: noções básicas para a graduação / Anna Alice Amorim Mendes, Célia Regina Castro, Maria Filomena Xavier Mendes. – 1. ed. – Jundiaí [SP]: Paco Editorial, 2019 / Edição Kindle…
“Em meados do século XVII, começaram a se concretizar os esforços para libertar o pensamento médico das doutrinas antigas. Surgiu o mecanicismo através dos trabalhos de Descartes (1596-1650). Descartes via o corpo como uma máquina ativada pelo calor coletado no sangue… No 'homem-máquina' da filosofia cartesiana, o calor era a origem, a fonte da vida; tudo era obra sua exclusiva, exceto o pensamento, que era função da própria alma. O homem cartesiano era, portanto, bipartido entre corpo e alma. Aristóteles, um dos principais nomes da filosofia grega da Antiguidade, já tinha também defendido esta visão binária do homem, composto por corpo e alma.”
Disso decorre a fórmula equacional da vitalidade:
V = E – S
Onde: V = vitalidade ou energia livre de Venturelli; E = energia térmica ou energia interna; S = entropia.
OBSERVAÇÃO 2: No vitalismo homeopático originário do Organon de 1810, Samuel Hahnemann adotou o postulado ternário de Paul Barthez de 1778, pela Escola de Medicina de Montpellier, desde então na homeopatia o ser vivo, mas especialmente o ser humano, também é dividido em corpo e alma, porém, sendo integrado pelo princípio vital.
OBSERVAÇÃO 3: A noção de entropia negativa foi elaborada por Erwin Schrödinger (1887-1961) com seu livro "O que é vida?", de 1944, mas o precursor dessa ideia foi Nicolas Léonard Sadi Carnot (1796-1832) com sua obra "Reflexões sobre a potência motriz do fogo", de 1824.
22) Números quânticos e antiquânticos:
A energia antiquântica foi inferida por este médico, na forma de níveis antiquânticos, no livro “Teoria Bioquântica Astroatômica”, elaborado desde 1990, na Cidade do Rio de Janeiro, na Cidade de Petrópolis (RJ) e no Hospital Naval de Ladário (MS), tendo sido a obra registrada na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (RJ) em 1994, sendo publicada pela editora Sul das Gerais, na Cidade de Pouso Alegre (MG) em 1995. Todavia, em 1933, Wolfgang Pauli já havia postulado uma teoria antimaterial da energia, ao demonstrar que um operador autoadjunto ao observável tempo implicaria em valores positivos e negativos da energia quântica. Embora seja interessante observar que antes disso, em 1928, o físico britânico Paul Dirac tenha elaborado uma equação que levou à inferição da existência de pósitrons e, deste modo, da antimatéria, mesmo assim, é de se ressaltar que a ideia da energia antimaterial tenha sido emergida das demonstrações de Pauli, enquanto que o postulado da entropia negativa esteja impresso no livro “O Que é Vida?”, de Schrödinger, em 1944.
No título 41-7 ao falar do modelo padrão, o livro de física moderna de Tipler e Mosca cita as teorias da grande unificação e diz que “Em uma destas teorias, os léptons e os quarks são considerados como duas faces de uma única classe de partículas.” Nas hipóteses de Venturelli, os quarks são tidos como léptons porque a maior parte da massa nuclear é atribuída aos glúons, os quais exercem a força forte.
Os números quânticos estão relacionados à ideia de função de onda ou orbital do lépton atômico, quer dizer, a região no espaço onde seja maior a probabilidade do elétron ou do quark serem encontrados, sendo interessante perceber que os orbitais eletrônicos estão na eletrosfera enquanto que os orbitais quarktrônicos estão na quarksfera intrabariônica ou intranucleônica. Em relação aos números quânticos, os números antiquânticos têm sinais opostos.
Embora se admita que a rotação de um lépton em um átomo seja uma propriedade intrínseca associada ao número quântico spin, ainda assim, a hipótese antiquântica considera que esse fenômeno de rotação possa receber a influência da energia de ondas cerebrais, não da consciência e do desejo ou da vontade, mas sim de uma faixa de frequência, tal qual no efeito fotoelétrico; daí a observação ter o impacto de promover o colapso da função de onda.
A hipótese quarkquântica de Venturelli descreve os números quânticos e antiquânticos por inspiração nas notas do epílogo do livro “O Que é Vida?”, de Erwin Schrödinger, conforme a seguir…
“(i) Meu corpo funciona como um puro mecanismo, de acordo com as Leis da Natureza.
(ii) Ainda assim, sei, por experiência direta incontestável, que comando seus movimentos, dos quais prevejo os efeitos, que podem ser decisivos e extremamente importantes, em cujo caso sinto e assumo por eles total responsabilidade.
A única inferência possível a partir destes dois fatos, imagino, é que eu – eu no sentido mais amplo da palavra, ou seja, toda mente consciente que sempre disse ou sentiu ‘eu’ sou a pessoa, se é que existe alguma, que controla ‘o movimento dos átomos’, de acordo com as Leis da Natureza.”
(Erwin Schrödinger).
22.1) Número quântico principal (n): É a posição do lépton.
É admitido que o número quântico principal, n, ao identificar a posição do lépton (elétron ou quark) seja o tamanho do orbital. Trata dos níveis quânticos e antiquânticos, ou ainda, dos níveis e antiníveis quânticos.
22.2) Número quântico secundário ou azimutal (l): É o momento angular orbital do lépton.
O número quântico secundário, l, indica o momento angular orbital do lépton, por isso, define também o formato do orbital. Trata dos subníveis quânticos e antiquânticos, ou ainda, dos subníveis e antissubníveis quânticos.
22.3) Número quântico magnético (ml): É o vetor do momento angular orbital do lépton.
Este número quântico, ml, chamado de magnético, indica a orientação espacial do orbital do lépton atômico. Mais especificamente, é o vetor do momento angular orbital do lépton, ao qual se associa um momento magnético orbital.
22.4) Número quântico spin (s): É o momento angular intrínseco do lépton.
O número quântico de spin, s, define o momento magnético associado à rotação e, de certo modo, também, a oscilação do lépton, tendo sido proposto para os elétrons pelo físico austríaco Wolfgang Pauli, em 1925. De modo mais específico, é o momento angular de giro ou rotação do lépton. É considerado uma propriedade intrínseca do elétron e do quark, mas vejamos o que sugere o estudo da espectroscopia pelo eletromagnetismo em ordem crescente dos comprimentos de onda (decrescente em frequência e energia):
a) Radiação ultravioleta: Efeitos ionizantes nas moléculas.
Transição de estado quântico molecular ou transição eletrônica das moléculas que ficam muito sujeitas à ionização.
b) Radiação visível: Efeitos de transição eletrônica.
Transição de estado quântico molecular ou transição eletrônica das moléculas que ficam pouco sujeitas à ionização.
c) Radiação infravermelha: Efeitos de vibração molecular.
Vibração quantizada (e translação em energia contínua) das moléculas.
d) Radiação de micro-ondas: Rotação molecular em energia quantizada.
Quando submetida aos raios eletromagnéticos na faixa de micro-ondas, a molécula tende a rotacionar como um todo.
e) Radiação das ondas de rádio: Rotação nucleônica ou bariônica.
As ondas de rádio promovem a rotação quantizada no núcleo atômico, que é uma rotação bariônica ou nucleônica, visto que o núcleo de hidrogênio tem apenas um próton e gira na ressonância magnética nuclear.
f) Radiação de ondas ELF (extremely low frequency, em Inglês) ou FEB (frequências extremamente baixas, em Português): Entre 3 Hz e 30 Hz , podendo se estender até 3.000 Hz (ou 3 kHz).
A radiação ELF ou FEB promove a rotação leptônica, ou seja, o spin de elétrons e quarks, quer dizer, a radiação de ondas eletromagnéticas em frequências extremamente baixas (ELF) promove o giro dos léptons (quarks e elétrons).
22.5) Número quântico magnético de spin (ms): É o vetor do momento angular intrínseco (o vetor do momento magnético, ou seja, o magnetismo – de rotação – do lépton).
Este número quântico, ms, chamado de magnético do spin, indica a orientação espacial da rotação corpuscular no orbital do lépton atômico. Mais especificamente, é o vetor do momento angular de giro ou rotação do lépton, ao qual está associado um momento magnético intrínseco.