Homeopatia em Curitiba
Clínica Waldemiro Pereira

 

 

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Diretor Técnico:
Dr. Paulo Venturelli
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Colina, uma amina vital

 

OBSERVAÇÃO: As informações a seguir não se prestam a nenhum tipo de indicação e não devem ser utilizadas para orientações de prescrição médica ou nutricional, em nenhuma hipótese, tratando-se apenas e tão somente de uma abordagem meramente científica e não clínica.

 

1) Classificação Bioquímica:

 

Quimicamente a colina é classificada como amina, sendo uma substância vital à saúde orgânica, além disso, é sintetizada apenas em pequenas quantidades pelo organismo, por isso, alguns autores consideram que seja uma vitamina.

 

Na verdade a colina já foi classificada como uma vitamina do complexo B, a vitamina B8, ainda hoje podendo receber tal denominação (embora a biotina, que é a vitamina B7, às vezes também seja chamada de vitamina B8).

 

Quando se refere à colina como sendo vitamina, trata-se da vitamina B8, devendo-se ainda especificar que seja a colina, para não haver confusão com a biotina, esta chamada de vitamina B7 e, eventualmente, referida incorretamente por vitamina B8, termo este mais adequado à colina.

 

Ou seja, quando se refere à vitamina B8 é importante que se especifique a colina e, do mesmo modo, quando se fala em biotina é importante que seja especificada a vitamina B7. Enfim, a colina vem a ser a vitamina B8 e a biotina a vitamina B7.

 

2) Funções:

 

A colina tem função lipotrópica, o que significa que previne os depósitos de lipídios no fígado, e tem também efeito na diminuição da concentração de homocisteína no organismo (homocisteína é um homólogo do aminoácido cisteína, porém com atividade tóxica e que aumenta o risco de doença aterosclerótica).

 

Juntamente com a acetilcoenzima A (Acetil-CoA) a colina é um precursor do neurotransmissor acetilcolina, o qual atua no sistema nervoso central e periférico.

 

É ainda necessária na síntese de componentes da membrana celular, como fosfolipídios, fosfatidilcolina e esfingomielinas.

 

3) Aplicações:

 

As aplicações da colina podem ser profiláticas e terapêuticas, em doses que variam de 500 mg a 1 g, conforme a seguir...

 

3.1) Aplicações profiláticas:

 

a) Prevenção de doenças cardiovasculares.

 

b) Prevenção de câncer em geral, por auxiliar na manutenção estrutural do DNA.

 

c) Intercorrências gestacionais (particularmente importante na formação do tubo neural, juntamente com o folato).

 

3.2) Aplicações terapêuticas:

 

a) Esteatose hepática.

 

b) Melhora da memória e do aprendizado.

 

c) Doenças psiquiátricas: Demência senil, Mal de Alzheimer e transtorno bipolar, particularmente na fase maníaca.

 

d) Discinesias: Podem ser tanto as discinesias pelo uso de benzodiazepínicos quanto por doenças neurológicas, tais como coreia de Huntington e síndrome de Gilles de la Tourette.

 

4) Acetilcolina:

 

Trata-se de um neurotransmissor do sistema nervoso central e periférico, estando presente no sistema nervoso autônomo com receptores nicotínicos e muscarínicos, bem como na junção neuromuscular da placa motora com receptores nicotínicos do sistema nervoso somático ou voluntário.

 

Se por um lado o neurotransmissor norepinefrina, chamada igualmente de noradrenalina, também atua no sistema nervoso central e no sistema nervoso periférico autônomo, venha a ser exclusiva das sinapses pós-ganglionares do sistema nervoso simpático, por outro lado, a acetilcolina atua tanto nas sinapses pré-ganglionares quanto pós-ganglionares, de ambas as subdivisões do sistema nervoso autonômico, quais sejam, o sistema nervoso simpático e parassimpático.

 

5) Acetilcolina no Sistema Nervoso Autônomo:

 

Ações e efeitos da acetilcolina variam em conformidade aos seus receptores pré-ganglionares e pós-ganglionares no sistema nervoso parassimpático e simpático.

 

A acetilcolina atua por receptores ionotrópicos (nicotínicos) e metabotrópicos (muscarínicos).

 

Conexões dos neurônios pré-ganglionares ocorrem por sinapses colinérgicas de receptores nicotínicos em ambas as subdivisões do sistema nervoso autonômico, a saber, simpática e parassimpática, enquanto que as sinapses colinérgicas de conexões pós-ganglionares parassimpáticas estão associadas aos receptores muscarínicos.

 

No caso do sistema nervoso autônomo simpático as sinapses pós-ganglionares são tipicamente adrenérgicas, mas podem ser colinérgicas de receptores muscarínicos em alguns casos.

 

5.1) Sistema Nervoso Parassimpático (digestão ou repouso):

 

a) Receptores muscarínicos: Neurônios pós-ganglionares.

 

b) Receptores nicotínicos: Neurônios pré-ganglionares.

 

5.2) Sistema Nervoso Simpático (fuga ou luta):

 

a) Receptores muscarínicos: Em alguns dos neurônios pós-ganglionares (nos demais os receptores são adrenérgicos).

 

b) Receptores nicotínicos: Neurônios pré-ganglionares.

 

 

Dr. Paulo Venturelli – diretor técnico – Clínica Waldemiro Pereira