Homeopatia em Curitiba
Clínica Waldemiro Pereira

 

 

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Diretor Técnico:
Dr. Paulo Venturelli
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Vitaminas

Participantes enzimáticos…

1) Definição de Vitaminas:

São treze grupos de substâncias moleculares que o organismo humano não sintetiza em quantidade suficiente, mas que são necessárias em pequenas quantidades, podendo ser obtidas na alimentação balanceada ou na suplementação dietética, cuja importância se relaciona à participação funcional nas enzimas, as quais são os catalisadores biológicos.

2) Relação das Vitaminas:

OBSERVAÇÃO: O texto a seguir não serve a indicações ou prescrições.

As vitaminas se dividem em dois grandes grupos, quanto a solubilidade, podendo ser solúveis em água ou solúveis em óleos…

2.1) Vitaminas Lipossolúveis:

Vitamina A (Retinol, hemicarotenol ou axeroftol):

Participante funcional da visão, do sistema nervoso, do sistema imunológico e da proliferação e diferenciação celular. É chamada de vitamina anti-infecciosa.

Além do retinol (que é um álcool) há também o retinal (que é um aldeído) o qual se converte em ácido retinoico (ou tretinoína) outra forma de vitamina A, sendo que o zinco participa da conversão de retinol em retinal, que pode ocorrer na forma funcional de isômeros cis-retinal ou trans-retinal.

Carotenoides são os precursores de vitamina A, tratam-se de pigmentos amarelos ou alaranjados e até avermelhados, dos quais a principal forma de pró-vitamina A é o betacaroteno, mas também o alfacaroteno e o gamacaroteno, dentre outros, são precursores do retinol, que é necessário à formação da rodopsina (pigmento fotorreceptor presente na retina).

 

Retinoides são moléculas quimicamente relacionadas à vitamina A, sendo que o ácido retinoico (que é um metabólito do retinal) regula a expressão genética da somatotropina, o hormônio do crescimento ou GH (do inglês Growth Hormone) o qual é importante no desenvolvimento da estatura e no metabolismo celular, aumentando a massa do aparelho osteomuscular e diminuindo a gordura corporal, trazendo benefícios à capacidade física.

A deficiência de retinol causa alterações oculares que podem evoluir para cegueira.

Dose de vitamina A (em termos de retinol): 1.500 mcg ou 1,5 mg (5.000 UI) a 4.500 mcg ou 4,5 mg (15.000 UI) / dia.

OBSERVAÇÃO: 1 UI = 0,3 mcg => 1 mcg = 3,33 UI de retinol ≅ 10 UI de betacaroteno.

Vitamina D (Calciferol):

Componente funcional do sistema ósseo, bem como da prevenção de doenças como câncer, diabetes, esclerose múltipla e hipertensão arterial. É chamada de vitamina antirraquítica.

Trata-se de um pró-hormônio do hormônio calcitriol (também chamado de 1,25-dihidroxicholecalciferol). O paratormônio ativa a enzima que converte a 25-OH vitamina D (calcidiol) nessa forma de 1,25(OH)2 vitamina D ou calcitriol.

Na verdade a vitamina D enquanto pró-hormônio é uma combinação da vitamina D2 (ergocalciferol obtido da dieta) e da vitamina D3 (colecalciferol, convertido pela irradiação dos raios ultravioleta tipo B – UVB – a partir do 7-dehidrocolesterol).

Tanto o ergocalciferol da dieta quanto o colecalciferol obtido pelos raios solares, ambos são metabolizados para formar o calcidiol que é armazenado no fígado e o calcitriol que é convertido pelos rins.

A vitamina D3, que é o colecalciferol, é melhor aproveitada em calcidiol do que a vitamina D2, que é o ergocalciferol.

Deficiência de calcitriol leva ao raquitismo em crianças e à osteomalácia em adultos.

Dose diária de vitamina D (em termos de colecalciferol): 20 mcg (800UI) a 50 mcg (2.000 UI).

OBSERVAÇÃO: 1 UI = 0,025 mcg => 1 mcg = 40 UI

Vitamina E (Tocoferol):

Integrante funcional do sistema reprodutor, mas também na prevenção de radicais livres (ação antioxidante), aterosclerose, degeneração do sistema nervoso e câncer.

A vitamina E se refere a um grupo de oito compostos homólogos sitetizados pelos vegetais, sendo quatro tocoferois (alfa, beta, gama e teta) e quatro tocotrienois (alfa, beta, gama e teta).

A deficiência de tocoferol se relaciona à anemia hemolítica e ao déficit neurológico, além de retinopatias.

Dose diária de vitamina E (em termos de α-tocoferol, podendo ser dextroalfatocoferol ou racealfatocoferol): 400 mg (600 UI) a 800 mg (1.200 UI).

OBSERVAÇÃO: 1 UI = 0,67 mg => 1 mg = 1,5 UI

Vitamina K (Hidroquinona):

Constituinte funcional da hemostase ou hemostasia, do tecido ósseo e do metabolismo celular.

As suas duas formas naturais são a vitamina K1 (filoquinona ou fitonadiona, ou ainda, fitomenadiona, que é de origem vegetal) e a vitamina K2 (menaquinona, cuja fração MK-7 é produzida por bactérias no trato intestinal humano); mas há também uma forma sintética que é a vitamina K3 (2-metil-1,4 naftoquinona ou menadiona) não encontrada naturalmente.

 

A fração MK7 da menaquinona é proveniente da flora intestinal (microbiota humana) enquanto que a fração MK4 pode ser obtida da alimentação.

A forma ativa da vitamina K é a hidroquinona e sua deficiência causa hemorragias.

Dose de vitamina K (em termos de filoquinona): 5 a 10 mg / dia.

 

Dose de vitamina K (em termos de menaquinona): 50 a 100 mcg / dia.

2.2) Vitaminas Hidrossolúveis:

a) Ascorbato ou ácido ascórbico (Vitamina C):

O isômero levógiro tem maior atividade biológica (L-ascorbato ou ácido L-ascórbico) do que o dextrógiro, sendo ascorbato a forma ionizada do ácido ascórbico.

É uma vitamina antioxidante, chamada também de vitamina antiescorbútica (os sintomas iniciais mais comuns do escorbuto são fraqueza e astenia, além de pernas e braços doloridos, mas a doença evolui com inflamação das gengivas, alterações no cabelo e hemorragia de pele e mucosas, sendo que à medida que a doença avança, podem ocorrer dificuldades de cicatrização das feridas, alterações na personalidade e morte causada por infecção ou hemorragia).

Tem utilidade na formação da noradrenalina e de alguns aminoácidos, mas principalmente na produção de colágeno (que é um constituinte importante de pele, tendões, ligamentos, ossos e vasos sanguíneos) sendo importante também no suporte ao sistema imunológico e no metabolismo do ferro (o ácido ascórbico facilita a absorção do ferro não heme através da formação do quelato ferro-ascorbato). Age também na conversão do colesterol em ácidos biliares e no metabolismo do cobre.

As plantas sintetizam a vitamina C a partir da D-glicose ou D-galactose via ácido glicurônico, sendo que o ascorbato a partir da forma de D-isoácido ascórbico apresenta apenas 5 % da atividade biológica.

Dose de vitamina C (em termos de L-ascorbato): 100 mg a 2 g ao dia.

b) Vitaminas do Complexo B:

Vitamina B1 (Tiamina, precursora da coenzima TPP ou tiamina pirofosfato, da piruvato desidrogenase, que é necessária à formação do Acetil-CoA da respiração celular):

Participante funcional do sistema nervoso central e periférico, é chamada de fator antiberibéri, aneurina e fator antineurítico.

A deficiência de vitamina B1 pode causar neurite ou neuropatia periférica (no caso do beribéri), mas também a síndrome de Wernicke-Korsakoff do sistema nervoso central, que é um grupo de sinais e sintomas neuropsiquiátricos.

Dose de vitamina B1 (em termos de tiamina): 30 a 50 mg ao dia.

Vitamina B2 (Riboflafina, precursora da coenzima FAD ou dinucleótido de flavina e adenina, chamada também de flavina adenina dinucleotídeo):

Papel funcional nas reações de oxidorredução e da respiração celular.

A deficiência de riboflavina está associada à estomatite angular, à queilite ou queilose (lesões dos lábios) à estomatite e à dermatite seborreica.

Dose de vitamina B2: 100 a 200 mg ao dia.

Vitamina B3 (Niacina ou ácido nicotínico, ou ainda, vitamina PP como fator preventivo da pelagra, que é precursora da coenzima NAD ou dinucleótido de nicotinamida e adenina, chamada também de nicotinamida adenina dinucleotídeo):

Componente funcional do metabolismo celular. A designação vitamina B3 também inclui a amida correspondente, a nicotinamida, ou niacinamida.

A deficiência de niacina é causa da pelagra, doença com sinais e sintomas de pele, membranas mucosas, sistema nervoso central e trato gastrointestinal. As manifestações clínicas da pelagra, doença por deficiência de vitamina B3, incluem “três D” (diarreia, dermatite e demência).

A dose de vitamina B3 (em termos de nicotinamida) é de 1.000 mg ao dia, podendo chegar a 3.000 mg / dia (a dose em termos de ácido nicotínico vai de 500 mg até 1.000 mg ao dia). Pode-se, portanto, chegar à seguinte generalização da dosagem…

Dose de vitamina B3 (em termos tanto de niacina quanto de nicotinamida): 1.000 mg ao dia (1 g / dia)… Nesta posologia a vitamina B3 reduz os níveis de triglicerídeos e de LDL, aumentando a taxa de HDL, mas isso especificamente no caso da Niacina.

Vitamina B5 (Pantotenato ou ácido pantotênico, cuja forma ativa é a coenzima A ou CoA):

Componente funcional do metabolismo das proteínas, lipídeos e hidratos de carbono, tem importância em atenuar os efeitos do estresse físico e mental.

A deficiência de pantotenato causa desconforto abdominal e parestesias em membros superiores e inferiores, parece também estar envolvida na gênese da artrite reumatoide.

Dose de vitamina B5 (em termos de ácido pantotênico): 5 a 50 mg ao dia.

Vitamina B6 (Piridoxina, que é precursora da coenzima fosfato de piridoxal, ou piridoxal-5-fosfato, das aminotransferases as quais são conhecidas também como transaminases):

Componente funcional da respiração celular, do metabolismo dos aminoácidos (transaminação) e da biossíntese de ácidos nucleicos.

A deficiência de piridoxina, que é rara, pode causar dermatite seborreica, anemia microcítica (por diminuição da síntese de hemoglobina), confusão mental, depressão e convulsões.

Dose de vitamina B6 (em termos de piridoxina): 50 a 200 mg ao dia.

Vitamina B7 (Biotina ou vitamina H que é coenzima das carboxilases, incluindo a piruvato carboxilase, cujo produto é o oxaloacetato, um intermediário da glicose no ciclo de Krebs e na gliconeogênese, e de ácidos graxos na lipogênese; incluindo também a propionil CoA carboxilase que atua na oxidação de ácidos graxos e aminoácidos):

Atua como coenzima das reações de carboxilação, que é o processo de fixação do carbono no metabolismo de lipídeos e carboidratos.

Apresenta atividade óptica e o seu enantiômero funcional é o dextrógiro. Na natureza é produzida por bactérias, leveduras, algas e outros vegetais.

O déficit de vitamina B7 provoca doenças de pele semelhantes à deficiência de zinco, bem como conjuntivite, além de defeito imunitário, sendo que a deficiência de biotina em crianças está associada ao desenvolvimento físico e mental retardado. Em adultos pode causar dermatite seborreica, depressão e alucinações.

Dose de vitamina B7 (em termos de biotina): 30 a 60 mcg, podendo chegar a 150 mcg ao dia.

Vitamina B9 (Folato ou ácido fólico):

Componente funcional da maturação dos eritrócitos e da síntese de purinas e pirimidinas (síntese de ácidos nucleicos).

A forma ativa é o ácido tetra-hidrofólico (THF).

O ácido fólico se relaciona metabolicamente com a vitamina B12.

A deficiência de folato causa glossite, diarreia e perda de peso, sendo que durante a gravidez está associada a malformações do tubo neural nos fetos.

Dose de vitamina B9 (em termos de folato): 400 mcg a 1.000 mcg (1 mg) ao dia (a dose usual para gestante é de 600 mcg ao dia).

Vitamina B12 (Cobalamina):

Associada funcional do tecido hematopoiético. É chamada de vitamina antianemia perniciosa; também participa do metabolismo de carboidratos e de lipídeos e é importante para o crescimento.

O que caracteriza a vitamina B12 é o anel de corrina ou núcleo corrina (anel planar tetrapirrol). Substâncias que apresentam essa estrutura química são chamadas de corrinoides do cobalto porque contêm um átomo de cobalto em cada um desses anéis; as principais dessas substâncias do grupo cobalamina são a hidroxocobalamina, a adenosilcobalamina e a metilcobalamina.

A forma sintética da vitamina B12 se chama cianocobalamina. Naturalmente apenas os alimentos de origem animal (por síntese bacteriana) fornecem a vitamina B12.

Deficiência de cobalamina causa anemia macrocítica e neuropatia com ataxia e transtornos psiquiátricos, os quais constituem a chamada “loucura megaloblástica”. Podem haver também outros sinais e sintomas.

Dose de vitamina B12 (em termos de cianocobalamina): 1.000 mcg (1mg) a 3.000 mcg (3 mg) ao dia.

 

Dr. Paulo Venturelli