Homeopatia em Curitiba
Clínica Waldemiro Pereira

 

 

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Diretor Técnico:
Dr. Paulo Venturelli
CRM-PR 22.154 RQE 18.845

 

Embriologia

 

Ontogenética:

 

A ontogenia (ou ontogênese) trata da origem e do crescimento dos organismos vivos, neste caso, particularmente do organismo humano, o que normalmente compreende o período entre a fertilização do ovócito secundário (formando o óvulo e o ovo fecundado) até a conclusão do desenvolvimento que resulta na forma adulta.

 

Em termos práticos, pode-se dizer que fecundação é a união do espermatozoide ao óvulo resultando na formação do ovo ou zigoto.

 

Na espécie humana, o concepto é chamado de zigoto até a sua implantação no endométrio, fenômeno denominado nidação que se completa aproximadamente uma semana após a fecundação, sendo que na segunda semana de gravidez, após a implantação do zigoto que implantado recebe o nome de blastocisto, nome o qual já recebera desde o ingresso na cavidade uterina, forma-se, então, o embrião. A partir da quinta semana de gestação tem início a organogênese, enquanto que após oito semanas de gestação o concepto recebe o nome de feto…

 

1) Dias ontogênicos (a fecundação ou fertilização é tomada como dia zero):

 

Dia 1: Zigoto com 2 células.

 

Dia 2: Clivagem com blastômeros até 8 células.

 

Dia 3: Mórula com 18 células.

 

Dia 4: Blástula com 32 células (blastocisto livre nos mamíferos, que se divide em embrioblasto e trofoblasto).

 

Dia 5, 6 e 7: Blastocisto em continuum, nidação e blastocisto implantado.

 

2) Células-tronco:

 

São células indiferenciadas que podem se diferenciar e formar os diversos tecidos do organismo, tendo também a capacidade de autorreplicação, isto é, da geração de cópias idênticas à célula original. Tais estruturas, também chamadas de células estaminais, podem ser totipotentes, pluripotentes ou multipotentes, oligopotentes e unipotentes…

 

a) Células Estaminais Totipotentes: São capazes de se transformarem em qualquer tipo de célula específica. Ocorrem no desenvolvimento do embrião até 32 células, que é o valor correspondente à mórula.

 

b) Células-tronco Pluripotentes ou Multipotentes: São parcialmente indiferenciadas e têm amplo potencial de transformação ou regeneração, mas não são capazes de se diferenciar em placenta e anexos embrionários. A partir de 32 células há o blastocisto, em que as células-tronco são unidades pluripotentes e estão na massa celular interna, a qual recebe o nome de embrioblasto e pode ser considerado o núcleo do embrião.

 

c) Células Estaminais Oligopotentes: Têm a capacidade se diferenciarem em alguns poucos tecidos específicos. São típicas de órgãos com grande poder de regeneração, a exemplo do fígado e da medula óssea na hematopoiese. Outro exemplo é o cordão umbilical.

 

d) Células Estaminais Unipotentes: Apenas podem se tornar diferenciadas no tecido específico a que se referem. São células-tronco em tecidos de órgãos com pouca capacidade auto-regenerativa, sendo especial o caso das gônadas, em que a renovação tem caráter avançado, pois a espermatogônia e ovogônia também são células estaminais, assim, a produção de espermatozóides e ovócitos (espermatogênese e oogênese) que começa no embrião, prossegue durante a vida adulta.

 

3) Semanas ontogênicas:

 

a) Primeira semana (0 a 7 dias, protocamadas): Zigoto em blastulação… 2, 8, 18, 32 e 50 a 112 células-tronco, as quais são totipotentes na mórula (até 32 células), pluripotentes no embrioblasto do blastocisto (de 50 a 112 células) e oligopotentes no trofoblasto que origina os anexos, o qual se divide em citotrofoblasto e sinciciotrofoblasto, este último tendo importância na penetração do endométrio para a implantação do zigoto.

 

b) Segunda semana (7 a 14 dias, duas camadas): Após a implantação do blastocisto, há o trofoblasto que originará os anexos, além do disco embrionário do embrioblasto, o qual se diferencia em hipoblasto e epiblasto. O hipoblasto evolui para endoderma do saco vitelino e mesoderma extra-embrionário, participando, mais tarde, da formação do cordão umbilical. O epiblasto origina as camadas embrionárias… O embrião vem a ser bilaminar, com ectoderma e endoderma.

 

c) Terceira semana (14 a 21 dias, três camadas): Gástrula… Embrião trilaminar com endoblasto, mesoblasto e ectoblasto.

 

d) Quarta semana (21 a 28 dias, quatro camadas): Nêurula… Embrião vem a ser tetralaminar, pelo desenvolvimento da placa neural do cordoblasto.

 

e) Quinta semana (28 a 35 dias em diante): Organogênese em continuum de camadas.

 

4) Resumo das semanas ontogênicas:

 

Podemos sequenciar as semanas de desenvolvimento gestacional humano com o seguinte esquema…

 

a) Semana 1: Mórula, em protocamadas.

 

b) Semana 2: Blástula (que é o blastocisto nos mamíferos) em duas camadas.

 

c) Semana 3: Gástrula, em três camadas.

 

d) Semana 4: Nêurula, em quatro camadas (inclui o cordoblasto proposto pelo médico francês Marcel Martiny no século XX).

 

e) Semana 5: Organogênese, em continuum de camadas.

 

Dr. Paulo Venturelli – diretor técnico – Clínica Waldemiro Pereira